sexta-feira, 10 de junho de 2011



ANTONIA MEDEIROS – a alegria de viver de uma mossoroense

Antonia, Toinha, Toninha, de qualquer modo que a chamarem, ela atende com a alegria de quem nunca passou um dia difícil. Mas passou, e muitos. Filha de Francisco Tibúrcio de Medeiros e Altina Bezerra de Medeiros, nasceu no dia em que Lampião entrou com o seu bando em Mossoró: 13 de junho de 1927. Enquanto a cidade fervilhava se organizando para combater o grupo de cangaceiros que tentava invadir a terra de Santa Luzia, Altina saia da sua morada no Bom Jesus, buscando lugar mais calmo no Alto de São Manoel, onde pudesse dar à luz ao filho que estava esperando. E nasceu o quinto filho e o primeiro do sexo feminino, que em homenagem ao santo do dia recebeu o nome de Antonia.
Muito cedo ficou sem o pai, que faleceu em julho de 1933, vitima do sarampo. Junto com a mãe e os seis irmãos – todos menores – sofreu as dificuldades próprias da orfandade pobre. Aos 14 anos sofreu a grande perda de sua vida: a sua mãe faleceu outubro de 1941, em decorrência das complicações de parto .
Filha mulher mais velha, passou a tomar conta da casa assumindo a responsabilidade de criar os irmãos menores, enquanto os mais velhos trabalhavam para garantir a sobrevivência de todos.
Casou em 1948 com Manoel Maia da Silva, filho de Idalino Viriato e Apia Maria da Conceição, cuja união gerou os filhos Maria da Conceição Medeiros, José Medeiros, Josiam Medeiros, Lucia Fátima Medeiros Lafitte e Sara Jany Medeiros.
As dificuldades próprias da região onde moravam e o sonho de conseguir alguma coisa, levaram a família de Antonia e Manoel a migrar em 1958 para Brasilia, naquela época o novo Eldorado para o nordestino. O sonho não floresceu e retornaram ao Rio Grande do Norte, morando inicialmente em Mossoró, depois em Natal.
As perdas somaram força a Antonia: perdeu uma filha ao nascer em Brasília em 1961. Perdeu um segundo filho- Josiam, já adulto e casado. Depois da morte do marido, a tristeza fez sombra no seu rosto, e para que não definhasse de saudade, sua filha Sara levou-a para Brasilia, onde trabalhava.
Antonia fez dos limões azedos, uma limonada. Reaprendeu a viver. No Centro de Convivencia dos Idosos aprendeu a dançar e voltou a sorrir. A alegria e o prazer de viver que ela passa, encanta e emociona o seu bisneto Gabriel, um jovem que já se prepara para o vestibular. E é motivo de orgulho para as suas filhas.
Lúcida, vaidosa, alegre, participa ativamente de um grupo de dança cigana, faz hidrorginástica, sessões de alongamento e adora “bater pernas” nos shoppings de Brasilia. Já fez até curso de culinária na juventude, mas perdeu o prazer da cozinha, substituindo-o pelo prazer de “viver o agora”. A sua alegria lhe conferiu o título de Princesa do Carnaval da Terceira Idade em 2001 no Distrito Federal. Mais recentemente, foi “top model” do calendário 2011 de pagamentos dos aposentados da Previdência Social.
Aos 84 anos, inteiramente ativa, lúcida, saudável e independente, é exemplo de vida para os filhos e os netos Glaucon, Caroline e Gabriel.

quinta-feira, 2 de junho de 2011


O CASAMENTO NO CLÃ MEDEIROS DOS AUSENTES

Um olhar - mesmo sem apuro - sobre as ramificações familiares dos Medeiros em Mossoró, constituídas ainda no século XIX, permite visualizar inúmeras ocorrências de união matrimonial dentro da família, a maioria delas entre primos, observando-se aqui e ali, casamento entre sobrinha e tio e até mesmo entre cunhados
Esse elevado grau de "consangüinidade" ou "endogamia" (casamento entre parentes ou "primos") parece prima facie, fruto de uma sociedade pequena, em gestação ainda, com poucas famílias moradoras na localidade. Como as opções eram bem reduzidas devido à escassez da população, restava ao chefe de família escolher os noivos de suas filhas entre os próprios sobrinhos. E não é incabível afirmar que ali se iniciava um intricado processo de casamentos endogâmicos, baseados na manutenção da condição social e na permanência do patrimônio no mesmo grupo familiar.
No século XIX o padrão do comportamento feminino era de obediência total à autoridade paterna, com uma movimentação estrita no espaço. A mulher da zona rural limitava-se ao espaço doméstico, e quando necessário, ao território agrícola do sítio ou da fazenda pertencente ao chefe da família. Não havia, ainda, a possibilidade do trabalho fora do lar, o que reduzia as chances de ampliação de conhecimento com os rapazes, possíveis pretendentes ao casamento.
O passeio mais comum para as moças da época resumia-se à Igreja e aos folguedos promovidos pelas famílias, isso quando realizados na própria comunidade ou em localidades vizinhas que permitissem o acesso fácil.
Muitos casamentos celebrados durante o século XIX eram arranjados entre as famílias e a concretização deles dependia do consentimento paterno, cuja autoridade era legítima e incontestável. O chefe da família tinha o poder de decidir e até determinar o futuro dos filhos, sem lhes consultar as preferências, sendo que, em alguns casos, os noivos só se conheciam à distancia, ou seja, nunca tinham se comunicado ou se tocado, antes do casamento. Era a família tradicional da época: ligada por laços econômicos e não por laços de amor.

Estudos sociológicos revelam que o matrimônio era considerado na época, assunto de interesse das famílias abastadas e deixava pouco espaço para escolhas baseadas em preferências individuais, o que se observa na formação das famílias pertencente ao clã Medeiros de Mossoró. A preservação e ampliação do patrimônio presidiam os critérios para a escolha dos cônjuges. Nesse sentido, Eni de Mesquita SAMARA (1983, p. 43) acentua que “na sociedade brasileira, especialmente no século XIX, os matrimônios se realizavam num círculo limitado e estavam sujeitos a certos padrões e normas que agrupavam os indivíduos socialmente em função da origem e da posição sócio-econômica ocupada”.
A abundância de casamentos consangüíneos entre parentes até quarto grau, nas áreas rurais e urbanas, além de gerar um elevado índice de pessoas nascidas com distúrbios de saúde, foi objeto de preocupação de clérigos e governantes, levando o Papa Pio VI, a expedir em 26 de janeiro de 1790, a Bula Pontifícia conferindo poder aos Bispos do Brasil para dispensarem todos os graus de parentesco (à exceção do primeiro de consangüinidade assim em linha reta, como em linha transversal, e do primeiro de afinidade em linha reta somente). Dessa forma, foram facilitados os matrimônios que seriam impossíveis de realização enquanto aguardavam a dispensa de Roma.
O objetivo dessa dispensa era, obviamente, abreviar os processos evitando as demoras e reduzindo as despesas, além de tentar diminuir o número de relações conjugais fora do sacramento do matrimonio.

A vida dos membros da família Medeiros durante o século XIX, agrupados nos pequenos sítios da zona rural de Mossoró e vilas circunvizinhas, possibilitou com muita freqüência, a união matrimonial de membros de uma mesma família e em decorrência, ao invés de produzir um enfraquecimento das relações familiares, reforçou-as pela maior proximidade e entrelaçamento.

quarta-feira, 25 de maio de 2011








MANOEL BEZERRA DE MEDEIROS



Primeiro filho de Altina Regina Bezerra de Medeiros e Francisco Tibúrcio de Medeiros, nasceu em Mossoró no dia 9 de janeiro de 1923. Pelo lado paterno era neto de Francisco Faustino de Medeiros e Francisca Maria da Conceição e sobrinho de Antonio Lino de Medeiros (Antonio Boieiro), Vicente Faustino de Medeiros (Vicente “Queixinho”), Júlio Faustino de Medeiros, Raimundo Faustino de Medeiros (Raimundão), Antonio Tonico de Medeiros, Vicência e Luzia Maria da Conceição (“Bibi”), Antonio Faustino de Medeiros, Maria Faustino de Medeiros e Maria Isabel. Pelo lado materno era neto de Antonio José de Castro e Regina Maria Bezerra.
Na linha paterna era bisneto de José Faustino de Medeiros, trineto de Florencio Nunes de Medeiros e tetraneto de José Ferreira de Macedo Filho. Na mesma linha José Ferreira de Macedo era seu pentavô e seu sexto avô Antonio Nunes de Medeiros, o patriarca dos Medeiros em Mossoró, onde fincou raízes por volta de 1780, no Sítio Ausentes.
Irmão de Dionizio (“Didizo”), Rubens (“Rubinho”), Luiz, Antonia (“Toinha”), Maria, Franciscas das Chagas (“Chaguinha”) e Vicente, este último do segundo casamento de sua mãe .
Na infancia era conhecido na vizinhança como “Manoel de Altina”. Entre os irmãos era chamado pelo carinhoso apelido de “Teté”.
Não teve nenhuma instrução formal. A vida foi a sua mestra e o mundo a sua faculdade. O fato de ter perdido o pai ainda criança, aos dez anos de idade, não lhe permitiu frequentar a escola. Precisava ajudar a mãe no trabalho da roça para alimentar os irmãos, todos menores que ele. Em casa tudo era contado e medido para que todos tivessem um pouco de comida. A roupa era de menor importancia: bastava um chinelo, uma calça e uma camisa. À noite a mãe lavava e passava a ferro logo ao amanhecer para que todos estivessem limpos durante o dia. Se chovesse, o cheiro de suor e sujo ficava insuportável, mas a vida ia sendo tocada como Deus permitia.
As dificuldades que passou ainda pequeno, ao lado da mãe e dos irmãos, forjaram o seu carater. Perdeu o pai no dia 8 de julho de 1933, que faleceu vitimado pelas complicações do sarampo. Após a morte da sua mãe em outubro de 1941, Manoel ainda morou algum tempo com o padrasto Chico Epifanio, porém, com o novo casamento deste com a sua tia Luzia, passou a residir e trabalhar com Manoel Elias, um proprietário de terras na localidade de Passagem do Rio.
Casou-se em Mossoró em 1948, com Maria da Conceição Dantas da Silva, filha de Francisco de Assis da Silva e Francisca Lopes da Silva (conhecida como Bilica), cujo óbito ocorreu em 14 de junho de 1984, em Mossoró, em decorrencia de problemas pulmonares.
Durante muitos anos Manoel teve como trabalho, a comercialização de óleos para uso cosmético, profissão que o tornou uma figura popular, conhecida em toda a cidade como “Manoel do óleo”. Com uma caixa na mão e um chocalho na outra, ele percorria a cidade inteira oferecendo o produto que ele próprio fabricava. “Olha o óleo perfumado!” Ele não sabia nada de marketing nem atinava para a modernidade na manipulação dos óleos essenciais que usava para produzir outros óleos. O seu produto dependia exclusivamente do olfato: se o produto cheirasse, era vendável. Fabricava em casa o óleo de coco, a brilhantina que hoje se chama gel, e outros tipos de oleo utilizados para o uso doméstico. Assim foi durante anos. Era conhecido pela pessoas simples do Alto São Manoel, dos Pintos, da Baixinha, do Rabo da Gata, da Pelonha. Por onde ele passava, se ouvia o seu grito marqueteiro: olha o óleo perfumado!
Foi dessa forma que criou todos os filhos, ajudado por sua disposta e valorosa companheira Conceição, que para complementar a renda familiar, fazia trabalhos de lavagem de roupa para famílias mais abastadas. E essa parceria com sua mulher, lhe conferia coragem para atravessar a cidade, diariamente, tentando vender os seus produtos, e trazer um pouco de alimento para casa.
Ao aposentar-se pelo INSS e já viúvo, passou a residir no bairro Carnaubal, em companhia de sua filha Dalvanete, que dele cuidou, diuturnamente, com carinho e zelo até a data de sua morte, ocorrida em 05 de maio de 2009.
De natureza tímida e muito reservado, era de pouca conversa. Antes de emitir alguma opinião, ponderava bastante. Nessas ocasiões costumava passar a mão na cabeça, alisando os cabelos. Era naturalmente cordial, amigo de todos, fala amável, pele áspera queimada de sol. Não reclamava da vida, mas nos últimos anos de sua velhice, sentia falta da presença mais frequente dos outros filhos e, sobretudo, da convivência com os netos mais distantes, alguns dos quais nem chegou a conhecer. Dos bisnetos, só conheceu alguns. Todavia, saboreou o afeto e a generosidade de um neto amoroso – Elielson, que lhe fazia companhia ao pé da rede, lhe ajudava na higiene diária e na troca da roupa. Esse carinho cuidadoso Manoel recebeu até o último momento de sua vida simples e pobre, porém feliz.

segunda-feira, 7 de março de 2011

RELAÇÕES DE PARENTESCO

Comentando as descobertas genealógicas com alguns parentes, vez por outra sou questionada sobre o grau de parentesco do interlocutor com determinada pessoa localizada nas pesquisas.
Parentesco é a relação que une duas ou mais pessoas por vínculos de sangue (descendência/ascendência) ou sociais (sobretudo pelo casamento).Refere-se, pois, aos vínculos entre membros de uma família. Estes vínculos se organizam em linhas e são medidos em graus, que constituem o meio adequado para determinar a proximidade ou distancia nas relações de parentesco
Há três tipos de linhas de parentesco: a linha reta, a linha colateral e linha afim.
A linha reta envolve a procedência de umas pessoas das outras, ou que as pessoas descendem umas das outras. Neste sentido o art. 1.591 do Código Civil: "São parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes." Esta linha pode ser descendente (filho, neto, bisneto, trineto, tetraneto) e ascendente (pai, avô, bisavô, trisavô, tetravô). A contagem dos graus na linha reta faz-se pelo número de gerações. O parentesco na linha reta não tem limite de graus, não se restringe a algumas gerações. Os limites são os impostos pela natureza, pois raramente o trisavô e seu trineto chegam a ser contemporâneos.
Parentesco na linha colateral, transversal ou oblíqua é o que vincula pessoas que não descendem uma das outras, mas têm um tronco ancestral comum. A contagem de graus, nesta linha, também se faz pelo número de gerações, partindo de um dos parentes e subindo até alcançar o ascendente comum, descendo, em seguida, pela outra linha, até encontrar o outro parente considerado. Não há colaterais de primeiro grau. Os colaterais de 2º grau - os mais próximos parentes desta linha - são os irmãos; de 3º grau os tios e sobrinhos; de 4º grau os primos, os tios-avós e os sobrinhos-netos.
Parentesco por afinidade é a ligação jurídica existente entre pessoa casada ou que vive em união estável com os ascendentes, os descendentes ou irmãos de seu cônjuge ou companheiro. Afinidade é o vínculo que alia cada cônjuge ou companheiro aos parentes do outro. O 'parentesco' por afinidade - assim diz o artigo 1.595, parágrafo 1º, do Código Civil - limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro. Afins, por exemplo, são o sogro, a sogra, o genro, a nora, o padrasto, a madrasta, a enteada, o enteado, os cunhados.
Para melhor entender o parentesco em linha reta, uma tabela simples :
• 1º avô = avô
• 2º avô = bisavô
• 3º avô = trisavô ou tataravô
• 4º avô = tetravô ou quarto-avô
• 5º avô = pentavô ou quinto-avô
• 6 ºavô = hexavô ou sexto-avô...
• 7 ºavô = septavô
• 8º avô = octavô
• 9º avô = nonavô
• 10º avô = decavô
• 11º avô = undecavô
• 12º avô = dodecavô
• 13º avô = tridecavô
• 14º avô = tetradecavô

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

JOSÉ FAUSTINO DE MEDEIROS
Filho de Florêncio Nunes de Medeiros e Maria do Ó da Conceição, nasceu em Mossoró-RN em 1850 e faleceu em 1928. Casou com Francisca Maria da Conceição ou Francisca Maria de Medeiros (nascida em 1852 e falecida em 1920). Ao falecer deixou como herança “91 braças de terra no lugar Santana”. Casou duas vezes. São filhos do primeiro matrimonio:

F1 - Vicente Faustino de Medeiros (1894 -?) que casou 1919 com Luzia Maria de Medeiros (1898 -?) filha de Antonio Geraldo de Medeiros e Maria Luzia de Medeiros. Enviuvando, casou com Josefa Maria de Medeiros (conhecida de todos como “Finha”). Viveu muito tempo na localidade Passagem do Rio.

F2 - Florêncio Faustino de Medeiros (1865-1944) que casou em 1890, com Ubaldina Maria de Medeiros ou Ubaldina Serva da Paixão (1874 -?) filha de Martinho Lopes de Oliveira e Francisca Maria de Jesus. Depois de viúvo, casou-se com Tereza, do Camurupim.

F3 - José Faustino Filho faleceu solteiro e sem filhos.

F4 - Francisco Faustino de Medeiros nascido em 1876 e falecido em 1949; casou em 1900 com Francisca Martinha da Conceição (ou Francisca Martins de Medeiros ou Francisca Maria da Conceição), chamada pelos netos de "mãe véia", nascida em 1877.
Do segundo casamento de José Faustino de Medeiros ficaram os filhos:
F5 – Antonio Faustino de Medeiros casado com Conceição, filha de Antonio Gomes.
F6 – Maria Faustino de Medeiros casada com Antonio Matias
F7 – Maria Isabel(?) casada com Antonio Geraldo de Medeiros

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

FRANCISCO TIBURCIO DE MEDEIROS

Filho de Francisco Faustino de Medeiros e Francisca Maria da Conceição, nasceu em 1898, no distrito de Santana, em Mossoró.Era conhecido na familia como "Tico Faustino" ou "Ticão".
Eram seus irmãos: Vicente Faustino (conhecido como Vicente Queixinho), Antonio Faustino (conhecido como Antonio Boieiro), Raimundo Faustino (conhecido como Raimundão), Júlio Faustino, Luzia Faustino (com o apelido de Bibi) e Vicência Faustino.
Durante a infância e juventude, residiu com os pais e irmãos na localidade denominada Curral de Baixo, distrito de Mossoró.
Segundo o registro localizado no arquivo da Catedral de Santa Luzia, Francisco Tibúrcio de Medeiros casou-se como Altina Regina Bezerra no dia 4 de março de 1922, na Igreja Matriz de Santa Luzia, em Mossoró, com ato celebrado pelo Padre Elesbão Gurgel e testemunhado por Vicente Faustino Sobrinho e Vicente Geraldo. À época do casamento, contava ele 23 anos e ela apenas 19 anos de idade. Do casamento tiveram os seguintes filhos: Manoel Bezerra, Dionísio Bezerra, Rubens Bezerra, Luiz Bezerra, Antonia Bezerra, Maria Bezerra e Francisca das Chagas Bezerra.
Por volta de 1929 morou com a família no município de Martins, na região Oeste do Estado, trabalhando num sítio de propriedade de Pedro Barbosa, onde permaneceu por pouco mais de um ano.
Faleceu aos 35 anos de idade, no dia 8 de julho de 1933, às 14:00 horas, no Hospital de Caridade de Mossoró, tendo como declarante do óbito, o seu pai Francisco Faustino de Medeiros, conforme consta do registro nº 1.838, de fls. 44 v, lavrado por Vicente Leite de Oliveira e subscrito por Manoel Teixeira de Holanda, Oficial do Registro Civil, no Livro C-5, do 1º Cartório da Comarca de Mossoró.
As informações colhidas entre os filhos, dão conta que faleceu devido a complicações do sarampo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ANTONIO LINO DE MEDEIROS
Antonio Lino de Medeiros (conhecido na família como “Antonio Boieiro”) era filho de Francisco Faustino de Medeiros e Francisca Maria da Conceição, nasceu em Upanema no dia 22 de outubro de 1895.
Pelo lado da familia paterna era neto de José Faustino de Medeiros e Francisca Maria da Conceição e bisneto de Florencio Nunes de Medeiros e Maria do Ó da Conceição. Trineto de José Ferreira de Macedo Filho casado com Maria Inacia de Medeiros e tetraneto de Jose Ferreira de Macedo casado com Francisca Lopes Ferreira .
Finalmente, na linha familiar ascendente, era o sexto neto de Antonio Nunes de Medeiros e Thereza Maria de Jesus, os primeiros membros da familia Medeiros que se estabeleceram em Mossoró, por volta de 1760.
Comerciante de gado bovino, daí a referência do seu apelido, nome com o qual era reconhecido na comunidade, tendo residido durante muitos anos, nas imediações da Igreja de Santana.
Casou com Luiza Maria de Medeiros, filha de Florencio Faustino de Medeiros (irmão do seu pai Francisco Faustino) e Ubaldina Serva da Paixão (também identificada como Ubaldina Maria de Medeiros, filha de Martinho Lopes de Oliveira e Francisca Maria de Jesus e neta de Antonio Nunes de Medeiros e Tereza), sendo assim parentes legítimos, do mesmo grupo familiar. Do casal ficou a seguinte descendencia:
F1 – MARIA LUIZA DA CONCEIÇÃO(ou Maria Luíza de Medeiros) casada com Antonio de Joca, residentes em Curral de Baixo, sendo seus filhos:
1.1 - Francisco Antonio de Medeiros
1.2 – Francisco de Assis de Medeiros
1.3 – Raimunda Medeiros casada com Antonio Faustino (filho de Vicente Queixinho), residente na localidade Curral de Baixo, com os filhos.

F2 – MARTINHA LUIZA DE MEDEIROS, posteriormente Martinha Luiza Pereira, nascida em 05/12/1924, casada com Antonio Tomáz Pereira, filho de Tomaz Francisco Bezerra e Idalina Pereira da Costa, com os filhos:
2.1 – Pedro Antonio Pereira nascido em 01/11/1942, casado com Maria Ferreira Pereira, filha de Francisco Macedo (Benzinho) e Maria de Freitas Silva, com os filhos:
1. Marta Lucia Pereira nascida em 16/1/1966, casada com Jairton Lopes Mendes, já separados, com os filhos:1. Melissa Asti Pereira Mendes (1993): 2. Fernando Augusto Pereira Mendes nascido em 1992.

2. Paulo Ferreira Pereira nascido em 10/12/1967, casado com Irinete Pereira, com uma filha Sara Letícia Pereira de Alcântara

3. Francisco Antonio Ferreira Pereira, conhecido como “Tico”, nascido em 09/03/1969, casado com Roseane Bezerra, com os filhos:1. Pedro Lucas de Souza Pereira, nascido de união estável com Ivete Laurentino de Souza.
2. Raiane Fabrícia Bezerra Pereira nascida em 2008,do 2º casamento

4. Luzia Ferreira Pereira nascidaem 14/12/1971, casada com Antonio Luiz Enéas com um filho: 1. Tácila Gabriela Pereira Enéas (1998).


2.2 – Odilon Antonio Pereira nascido em 16/6/1944, casado com Raimunda Martins Nogueira Pereira, residentes em Parnamirim, com os filhos:

1. Francisco de Assis Martins Pereira (30/7/1967) casado com Veraneide Moura Pereira, com os filhos: 1. Valeska Moura Pereira(1993) casada com ...., com um filho: Luiz Neto (2009); 2. Cosme Martins Pereira (5/7/1968) casado com Maria Célia Pontes (primeiro matrimonio) e posteriormente com Maria....., com os filhos:. Aline Pontes Pereira (1991)e Alane Pontes Pereira (1994);3. Damião Martins Pereira (5/7/1968) casado com Antonia Rocha freire, com os filhos: Daniele Freire Martins (1990), Danila Freire Martins (1995)e David Freire Martins (1994);
4. Diacelma Martins Pereira casada com Jasiel Pereira do Nascimento, de quem se separou, com os filhos: Jasiele Pereira do Nascimento, Jesiel Pereira do Nascimento
e Josiel Pereira do Nascimento; 5. Diacélia Martins Pereira; 6. Francisco Diacélio Pereira casado com Elenice, com os filhos: Lidiane e Lindson

2.3 – Francisco Antonio Pereira falecido em 1997, casado com Antonia Ferreira Pereira, com os filhos:1. José Orleam Pereira casado com Lucilene Justino Dantas, com os filhos:Lucas Khalil de Medeiros Pereira (da relacão matrimonial com Kalina de Medeiros Lucena, Iago Victor Dantas Pereira (1997) e Guilherme Henrique Dantas Pereira (2006); 2. Maria Joan Pereira casada com José Nicodemos da Silva, com a filha Nicole Joane Pereira e Silva; 3. Giurdan Pereira casado com Maria do Socorro Queiroz de Pessoa Pereira, com os filhos:Fernanda Marjorie de Queiroz Pessoa Pereira (1995, Felipe Mateus de Queiroz Pessoa Pereira (1994);4. Miriam Pereira casada com David Arlindo de Oliveira, com os filhos: Miriam Cristiane Pereira de Melo e Pedro Arlindo de Oliveira Neto; 5. Gilvan Silva Pereira, solteiro; 6. Jeane Silva Pereira casada com Lair Nascimento de Paiva Jr.

2.4 – Aluizio Antonio Pereira nascido em 1958 e falecido em 1975 vitima de acidente de transito, casado com Maria de Lourdes de Paula, com os filhos:1. Antonio Aluízio Pereira, casado com Noelma com os filhos: Kaliano Pereira (1992)e
Mateus Pereira (2003); 2.Airton Pereira nascido em 1974,casado com Flávia Carla de Souza Bandeira Pereira, com um filho: Lizandra Raquel de Souza
Bandeira Pereira; 3.Adriana Antonia Pereira nascida em 1975, casada com Alcimar, com o filho Artur.

2.5 – José Maria Medeiros Pereira professor, graduado em História e Filosofia, nascido em 19/03/1965,casado com Valdirene Severino dos Santos, residente em Recife-Pe, com uma filha:Laura Maria dos Santos Medeiros Pereira nascida em 1996.

2.6 – Jose Antonio Pereira conhecido como José Tomaz, casado com Alaíde Raimunda Pereira (filha de Manoel Elias da Silva e Raimunda Mendes da Silva) com os filhos:1. Antonio Marcos Pereira nascido em 22/2/1975, açougueiro, com filhos da união estável com Maria Suelda da Silva: Marcos Paulo da Silva Pereira (1996),Suiane Mirele da Silva Pereira (1999; 2. Luiz Carlos Pereira nascido em 17/2/1976; 3. Antonio Roberto Pereira nascido em 10/2/1979, comerciário;4. Verônica Cléa Pereira nascida em 9/6/1980;5. Veruska Kelly Pereira nascida em 28/10/1981.

2.7 – Antonio Tomaz Pereira Filho nascido em 1962, casado com Regina residente en Açu-Rn, com filhos:

F3 – DAMIÃO LINO DE MEDEIROS conhecido como Damião Boieiro (25/10/1935), casou-se com Maria das Dores Bezerra de Medeiros, nascida no Chafariz – Mossoró (22/7/1938), filha de Júlio Hipólito de Medeiros e Maria Paula Bezerra, com os filhos:

3.1 – Antonio Aderson Bezerra de Medeiros, gesseiro de profissão, casado com Maria do Socorro Martins de Medeiros, com os filhos: Victor Hugo e Marcelo Vinicius.

3.2 – Jorge Lino Bezerra de Medeiros, nascido em 3/9/1970, casado em primeiras núpcias com Leda, e depois com Lourdes sendo seus filhos:Francisca Leila (1º casamento) e Ítalo (1º casamento).

3.3 – José Tarcisio Bezerra de Medeiros nascido em 14/10/1975, com a profissão de sapateiro.

3.4 – Maria Inês Bezerra de Medeiros nascida em 21/01/1961, casada com Antonio Osmar de Medeiros, neto de Tonico Faustino, funcionário publico municipal, com os filhos:Nara Célia de Medeiros, Clécio Antonio de Medeiros, Fabiola Maria de Medeiros e Antonio Osmar de Medeiros Junior

3.5 – Alice Maria Bezerra de Medeiros nascida em 03/3/1963, casada com Jesié Antonio de Medeiros, neto de Tonico Faustino, com os filhos:Mary Luciana de Medeiros, Miriam Medeiros, Mara Medeiros e Francisca Mirani Medeiros

3.6 - Maria da Conceição Bezerra de Medeiros nascida em 26/3/1965, casada com Francisco Pereira da Silva, da família dos Cosmes, com os filhos: Fabricia Medeiros da Silva, Frailma Medeiros da Silva, Fernando Everson Medeiros da Silva e
Flavio Henrique Medeiros da Silva

3.7 – Isaura Maria Bezerra de Medeiros nascida em 29/8/1966, solteira.

3.8 – Maria do Carmo Bezerra de Medeiros, nascida em 14/7/1973, solteira.
3.9 – Maria do Céu Bezerra de Medeiros nascida em 20/10/1980, casada com Joanam, sem filhos.

3.10 – Maria Ivone Bezerra de Medeiros, nascida em 1962 e falecida nove dias após o nascimento.

3.11 - Maria nascida em 1972 e falecida no mesmo dia do nascimento.
3.12 – Manoel nascido em 1964 e falecido aos sete dias do nascimento
3.13 – Jorge nascido em 1972 e falecido aos dez meses de vida.